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Municípios de Salvaterra e Soure são beneficiados por um mutirão de atendimentos e por ações de conscientização e culturais

Cerca de 200 pessoas, entre estudantes, profissionais de saúde e professores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), participam da 39ª edição da Bandeira Científica. Entre os dias 14 e 22 de dezembro, o projeto de extensão realiza uma ação inédita nos municípios paraenses de Salvaterra e Soure, na Ilha de Marajó. A iniciativa leva uma ampla gama de serviços gratuitos de saúde, ações de prevenção e atividades culturais às comunidades urbanas, rurais, quilombolas e extrativistas.

Durante os dias de ação, em parceria com as Prefeituras Municipais de Salvaterra e Soure, o grupo transforma escolas e outros espaços públicos em postos de saúde adaptados, com o objetivo de realizar mais de 2 mil atendimentos médicos em 15 especialidades, incluindo cardiologia, dermatologia, ginecologia, oftalmologia, pediatria e psiquiatria, além de consultas com nutricionistas. Na área odontológica, a meta é contemplar 1.500 crianças, oferecendo escovação supervisionada e cuidados de saúde bucal. A expectativa é realizar ainda 200 ultrassonografias e distribuir 200 óculos à população local.

Em 2025, com a intermediação da Profa. Eloisa Bonfá, diretora da FMUSP, a Bandeira Científica conta com importantes apoios que viabilizaram a realização da expedição. A Pró-Reitoria de Graduação (PRG), representada pelo Prof. Aluisio Segurado, e a Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU), representada pela Profa. Marli Quadros, concederam auxílio para a compra de passagens para alunos e professores. A Fundação Otorrinolaringologia, sob a presidência do Prof. Ricardo Bento, também contribuiu para a participação de discutidores e estudantes. Por fim, o Ministério da Saúde, sob a gestão do ministro Alexandre Padilha e do secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, atendeu à solicitação da Diretoria da FMUSP e ofereceu transporte para alunos e médicos.


A expedição conta, ainda, com um eixo de ações coletivas. São promovidas atividades de conscientização em saúde com idosos, adolescentes e portadores de doenças crônicas, bem como ações da Faculdade de Engenharia Ambiental focadas em saneamento básico, um pilar fundamental para a saúde coletiva. A programação inclui oficinas culturais de carimbó, artesanato e cerâmica, além de rodas de escuta, integrando arte e acolhimento às práticas de cuidado na saúde.

“Chegar ao Marajó, neste ano, em que Belém se tornou o centro das atenções do país por sediar a COP, é mais do que simbólico: é necessário. A poucos quilômetros do maior debate climático do mundo, persistem barreiras sociais que ainda limitam de forma intensa o acesso da população à saúde. Por isso, decidimos dar este passo e iniciar uma série de ações da Bandeira Científica no arquipélago. Assim, reafirmamos os valores que moldam a Universidade de São Paulo: compromisso social, respeito às comunidades tradicionais e busca por soluções que unam ciência, territorialidade e cuidado. Nesse sentido, promover saúde no Marajó é uma forma de justiça social, que queremos que marque profundamente os futuros profissionais e as comunidades envolvidas”, explica Pedro Docema, estudante da FMUSP e vice-presidente da Bandeira Científica.

Ao fortalecer as equipes locais por meio de atendimentos, exames e capacitações, a ação assume um papel complementar ao sistema de saúde municipal, contribuindo para reduzir tempos de espera, ampliar diagnósticos precoces e qualificar os encaminhamentos. Para tanto, o projeto conta com apoio da biofarmacêutica Sanofi, do Ministério da Saúde, por meio do programa Agora Tem Especialistas, e da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS), além de múltiplas instituições públicas e privadas que tornam possível, desde a mobilização de equipes, até a logística de medicamentos, insumos e equipamentos. Trata-se de uma articulação multissetorial que materializa o compromisso do projeto com um cuidado territorializado e equitativo, capaz de gerar efeitos que ultrapassam a semana de ação e permanecem como legado institucional para os municípios envolvidos.


Pesquisa em saúde coletiva

A pesquisa também tem destaque nesta edição da Bandeira Científica. Durante a programação, está sendo realizado um mapeamento de complicações decorrentes do diabetes na região. A iniciativa reflete o propósito do projeto de fortalecer a atenção básica à saúde, apoiando as equipes de saúde locais na avaliação do controle do diabetes, condição de alta prevalência na Ilha de Marajó.

O saneamento básico em Salvaterra também será foco dos pesquisadores, que vão elaborar um amplo relatório sobre a situação do município, que servirá de subsídio para futuros planejamentos de políticas públicas.

Sanofi amplia presença nesta edição

Pelo 13º ano, a biofarmacêutica participa da Bandeira Científica alinhada às suas ações de impacto social e equidade no sistema de saúde. A iniciativa, neste ano, é realizada em parceria com o projeto cultural "Vida e Saúde: Vozes do Marajó", apoiado pela Sanofi via Lei de Incentivo à Cultura realização do Ministério da Cultura e produção da Colmeia Social.

Dentre as ações desta edição, destaca-se a doação de medicamentos genéricos pela Medley, totalizando 3.697 caixas, que somam 42.593 doses únicas de 12 moléculas essenciais indicadas para as principais necessidades básicas de saúde das comunidades atendidas. A biofarmacêutica também enviou 30 colaboradores, incluindo médicos e farmacêuticos, para atuarem como voluntários em atividades de triagem, estoque, acolhimento e apoio às equipes clínicas.  

Por meio da iniciativa global “Um Milhão de Diálogos”, que visa fortalecer a confiança de grupos minorizados no sistema de saúde, a Sanofi também promove palestras para os voluntários sobre saúde indígena e quilombola, e rodas de conversa para conhecer a realidade de saúde das comunidades locais. Conhecidas como “Diálogos Inclusivos”, essas rodas entre comunidades e representantes de saúde têm como objetivo ouvir e encontrar novas soluções que reconstruam a confiança no sistema de saúde. 

“Para a Sanofi, participar da Bandeira Científica significa reafirmar nosso compromisso com um cuidado em saúde mais humano, inclusivo e baseado na escuta. A presença no Marajó aprofunda nosso diálogo com populações quilombolas e ribeirinhas, fortalecendo a construção coletiva de soluções que promovam mais equidade em saúde. Como voluntários, nossos colaboradores vivenciam uma experiência única que os desenvolve para sempre colocar o paciente no centro das nossas decisões. Unimos voluntários, ciência, cultura e responsabilidade social para ampliar o acesso e fortalecer vínculos de confiança desses grupos no sistema de saúde”, afirma Fernando Sampaio, presidente da Sanofi Brasil. 

Integração com o projeto cultural Vida e Saúde: Vozes do Marajó 

A parceria com a Sanofi, além de viabilizar as ações culturais da expedição, dará origem à exposição Vida e Saúde: Vozes do Marajó, que será inaugurada em 2026 em São Paulo. A mostra reunirá fotografias, vídeos, áudios, objetos, relatos e obras produzidas durante as oficinas culturais e atividades realizadas este ano. Será uma experiência imersiva que convidará o público a se encontrar com o Marajó na capital paulistana, ouvindo seus sons, percebendo sua força comunitária, conhecendo sua arte e se aproximando das histórias que sustentam as comunidades quilombolas, ribeirinhas e amazônicas.

A exposição transformará “cada encontro, cada paisagem e cada narrativa oral” em um grande acervo cultural que amplia a circulação das expressões marajoaras e cria uma ponte sensível entre territórios distintos, fortalecendo identidade, memória, cuidado e futuro. A iniciativa realizada pelo Ministério da Cultura, produzida pela Colmeia Social conta com apoio da Sanofi via Lei Federal de Incentivo à Cultura.





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