“Este projeto tem potencial para se tornar o maior estudo já realizado no mundo em telecirurgia robótica, tanto pelo volume de casos previstos quanto pelo caráter inovador da metodologia que estamos aplicando”, afirma o Prof. Dr. José Pinhata Otoch, titular da Disciplina de Técnica Cirúrgica da FMUSP.
Além de representar um marco para o ensino e a pesquisa em cirurgia robótica, o projeto também contribui para discussões sobre equidade no acesso a tecnologias avançadas em saúde. “Ao demonstrar a viabilidade técnica da telecirurgia em uma instituição pública, o estudo abre caminho para que, no futuro, ferramentas semelhantes possam apoiar estratégias de assistência e formação dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), respeitando princípios de universalidade e isonomia”, reforça o Prof. Dr. Everson Artifon, coordenador do Centro de Treinamento em Procedimentos Minimamente Invasivos da FMUSP.
Para a diretora da FMUSP, Profa. Dra. Eloisa Bonfá, que acompanhou parte dos testes, a iniciativa reafirma a liderança da Faculdade na incorporação de tecnologias avançadas ao ensino e à pesquisa. “Estamos abrindo caminho para uma nova geração de práticas cirúrgicas, com pesquisa robusta, responsabilidade ética e compromisso com a equidade. Validar essa tecnologia dentro de uma universidade pública mostra que é possível avançar com foco no impacto social do conhecimento”, destaca.
O estudo inaugura um modelo institucional voltado ao desenvolvimento de telecirurgia e telementoria robótica, áreas que vêm despertado crescente interesse da comunidade