Notícias em destaque


O Ministério da Saúde, através da Coordenação-Geral de Saúde da Pessoa com Deficiência, contemplou o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), pela ação efetiva na aplicação do teste Triagem Auditiva Neonatal (TANU), por fonoaudiólogos, nos bebês nascidos e atendidos no complexo. A atuação organizada pelo Instituto da Criança e do Adolescente, por meio da Divisão de Fonoaudiologia, atinge, anualmente, a meta traçada pela Lei 12.303. “A TANU foi realizada em mais de 90% dos recém-nascidos internados e, como contrapartida, foi disponibilizado pelo Ministério da Saúde um recurso de investimento para aquisição de equipamentos e materiais permanentes relativos a Triagem Auditiva Neonatal, sobretudo Bera e Emissões Otoacústicas”, explica a Professora Cláudia Regina Furquim de Andrade, Titular da Disciplina de Fonoaudiologia da FMUSP.

De acordo com a Professora Eliane Schochat, “esse reconhecimento se deu pela garantia do acesso e da qualidade dos serviços, ofertando cuidado integral e assistência multiprofissional, sob a lógica interdisciplinar. Com esse aporte para a aquisição de novos equipamentos será possível reduzir o tempo para a realização das triagens auditivas neonatais, reduzir o tempo para o atendimento dos bebês que retornam para reteste e a melhora na conduta para o segmento audiológico dos bebês para as indicações clínicas e cirúrgicas do grupo da Clínica de Otorrinolaringologia e Oftalmologia do HCFMUSP”.

Fluxograma dos Exames

A equipe hoje conta com seis fonoaudiólogos que realizam os exames auditivos de testes e retestes. A rotina audiológica ocorre das 7h às 16h diariamente. Foi elaborado um procedimento operacional padrão pela Divisão de Fonoaudiologia, Setor de Audiologia do Instituto da Criança do HCFMUSP. A capacidade do serviço atualmente é de 16 exames por dia na Terapia Intensiva (UTI) neonatal e no berçário neonatal anexo à maternidade (BAM), incluindo testes e retestes. Caso o resultado do bebê na triagem seja PASSA, a mãe receberá uma devolutiva e será orientada quanto ao desenvolvimento da função auditiva. A mãe será orientada também a acompanhar o desenvolvimento da função auditiva do bebê, ou seja, avaliar a audição do bebê, ambulatorialmente, de 6 em 6 meses até os 3 anos de idade da criança. Caso o resultado do bebê na triagem seja FALHA, será conversado com a mãe a necessidade de repetir o teste em até um mês em ambulatório (RETESTE) uma vez que a presença de vérnix é um dos principais motivos de falha em triagem neonatal. Se o bebê FALHAR no RETESTE será encaminhado para o otorrinolaringologista para os procedimentos médicos cabíveis. Na impossibilidade de realizar a triagem auditiva neonatal universal durante a internação o recém-nascido é encaminhado para realizar a triagem auditiva no Ambulatório.