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Enquanto a pandemia da Covid-19 avança, existe a necessidade de que as pesquisas possam trazer informações rápidas para gerar impactos no tratamento da doença no presente. Na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, uma equipe coordenada pela Profa. Marisa Dolhnikoff, do Departamento de Patologia, já realizou quase 40 autopsias em pessoas que morreram em decorrência da Covid-19. 

Inicialmente as autopsias mostravam o perfil considerado clássico da doença. A Profa. Marisa diz que, “mais recentemente com um espectro maior de indivíduos atingidos pela doença tem se notado pacientes mais novos. Entendemos que conforme o número absoluto de casos aumenta, vemos manifestações menos típicas e menos frequentes”. A professora ainda complementa: “apesar dessa doença ser primariamente pulmonar, ela pode ser considerada uma doença sistêmica. Existem indivíduos que têm manifestações renais, do sistema nervoso central e cardíacas, que são raras, mas começam a aparecer em um número não desprezível”.

Com a realização de autópsias minimante invasivas, que utilizam imagens de ultrassom, tomografia, ressonância magnética e exame de tecido coletado por biópsia post-mortem, os pesquisadores têm identificado lesões em diferentes órgãos e danos múltiplos ao corpo humano.  

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