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Estudo de caso descreve a recuperação de paciente submetida a um programa de treinamento após 71 dias de internação, intubação, disfunção renal, tromboembolismo pulmonar e parada cardiorrespiratória

Uma paciente grave de covid-19, de 67 anos, internada por 71 dias, sendo 49 em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), teve sua capacidade física e cardiorrespiratória melhorada após um treinamento de exercícios físicos domiciliar (HBET). Ao sair do hospital, a mulher, uma ex-tabagista, apresentava quadro de fadiga, falta de ar, fraqueza muscular, mialgia (dor muscular), dores nas articulações, tonturas, formigamento, ansiedade e depressão. 

O estudo de caso foi descrito no artigo pre-print (sem revisão de pares) Benefits of home-based exercise training following critical SARS-CoV-2 infection: a case study, na Research Square, por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP.

Segundo o artigo, os benefícios do exercício físico são amplamente conhecidos e têm sido considerados uma terapia de primeira linha em uma variedade de doenças e condições. No contexto da pandemia, programas de treinamento domiciliar foram bastante incentivados e foi demonstrado serem eficientes para melhorar os parâmetros relacionados à saúde e a aptidão das pessoas que precisaram ficar em casa.

“No entanto, faltavam evidências científicas sobre os benefícios do exercício físico como ferramenta terapêutica no tratamento de sobreviventes de Covid. E foi essa aplicação que relatamos pela primeira vez nesse estudo”, explica ao Jornal da USP o professor Hamilton Roschel, coordenador do Grupo de Pesquisa em Fisiologia Aplicada e Nutrição da EEFE/FMUSP, pesquisador do Laboratório de Avaliação e Condicionamento em Reumatologia do Hospital das Clínicas (HC) da FMUSP e um dos autores do artigo.

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