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Aulas contaram com profissionais de fisioterapia e incluíram conhecimentos de primeiros-socorros 

Em ação conjunta entre os governos do Brasil, Japão e Moçambique, o Kids Save Lives Brasil participou do primeiro Curso de Formação de Profissionais da Saúde de Fisioterapia em Moçambique, na África. Ele foi composto por fisiatras, fisioterapeutas e técnicos de fisioterapia de várias regiões do país e ocorreu entre os dias 7 e 18 de junho no Hospital de Mavalane, em Maputo.  

O curso foi ministrado pela Profa. Dra. Naomi Kondo Nakagawa, do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), além das fisioterapeutas Paula Fernanda Augusto Kozima e Maria Eduarda Nossa de Almeida Cocchieri.  

“Recebi um honroso convite da agência japonesa de cooperação internacional do Brasil e de Moçambique”, diz a professora Naomi Kondo, que também é uma das coordenadoras do Kids Save Lives Brasil. Ela ainda ressalta a distinção da visita do Embaixador do Japão em Moçambique, Hajime Kimura, ao projeto.  

Na USP, uma disciplina eletiva atrelada ao Kids Save Lives Brasil é oferecida pela Faculdade de Medicina para todos os graduandos. Nela, os alunos aprendem as ações iniciais que devem ser tomadas em casos de AVC, infarto agudo do miocárdio, afogamento, engasgo e outras emergências. Em Maputo, também foram ensinadas essas habilidades e realizados treinos de reanimação cardiopulmonar.   

A professora Naomi destaca um exemplo da importância desse ensino com o caso do jogador de futebol dinamarquês, Christian Eriksen, que sofreu uma convulsão seguida de parada cardíaca durante uma partida no dia 12 deste mês. "O socorro médico chegou rapidamente, em 2 minutos ele já estava recebendo as primeiras compressões torácicas e, aos 4 minutos e 30 segundos, uma desfibrilação externa automática, o que salvou sua vida.”  

Para a professora, pode-se extrair desse tipo de situação, a importância de uma atuação cada vez mais ampla do Kids Save Lives Brasil. “Uma vida salva numa situação como essa faz com que tenhamos consciência da necessidade de inserir no currículo escolar o aprendizado do suporte básico de vida.”