A expedição é coordenada pela Profa. Dra. Ludhmila Hajjar, titular da disciplina de Emergências Clínicas da FMUSP, e pelo Dr. Victor Vaisberg, médico supervisor de Emergências do Hospital das Clínicas da FMUSP e fundador do projeto, com apoio de equipes da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), responsáveis pela gestão do Abaré.
Ao todo, 45 alunos de Medicina da USP e 21 médicos voluntários compõem a força‑tarefa multidisciplinar, que reúne emergencistas, clínicos, médicos de família e comunidade, infectologistas, psiquiatras, cirurgiões, radiologistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem e farmacêuticos. Serão oferecidas consultas clínicas, ginecológicas e odontológicas, pequenas cirurgias (como retirada de cistos e biópsias sem anestesia geral), exames laboratoriais (sangue, fezes e urina) e de imagem (ultrassom), além de atividades educativas de prevenção em saúde.
Para os estudantes, o programa funciona como laboratório extramuros, oferecendo preparação curricular em saúde humanitária, estudos antropológicos e desenvolvimento de soft skills. A vivência prática em contexto remoto complementa a formação ética, humanística e social que caracteriza o currículo da FMUSP.
“Este projeto ousado reflete o que considero fundamental para minha existência: atuar na formação de médicos que cuidarão da sociedade, realizar pesquisas de qualidade para mudar condutas no País, levar acesso a quem precisa e expandir as fronteiras de nossas instituições de ensino”, explica a coordenadora do Muiraquitã, Profa. Dra. Ludhmila Hajjar.
A iniciativa conta com o apoio institucional do Hospital das Clínicas da FMUSP, Fundação Faculdade de Medicina, governos estaduais de São Paulo e do Pará, secretarias de saúde, Ministério do Turismo, Força Aérea Brasileira, além de empresas parceiras e diversas disciplinas da FMUSP. Esse ecossistema viabiliza a logística de transporte de pessoas e insumos de São Paulo para o Pará, garantindo a continuidade do cuidado após a expedição.
O nome “Muiraquitã” homenageia o amuleto indígena amazônico associado à proteção, fertilidade e cura, simbolizando o vínculo de cuidado que a expedição pretende criar com as comunidades atendidas.