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Uma das suspeitas de morte por reação adversa à vacina da febre amarela em São Paulo foi descartada, graças às confirmações diagnósticas de mortes pela doença, realizadas por pesquisadores da Faculdade de Medicina e do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP. As investigações das causas de mortes vêm sendo realizadas por meio de autópsias dos casos confirmados e dos casos suspeitos por reação adversa à vacina.

A equipe de pesquisadores do departamento de Patologia da FMUSP liderada pelo professor Paulo Saldiva, em colaboração com o pesquisador em medicina de urgência Amaro Nunes Duarte Neto, e um grupo de pesquisadores do ICB-USP coordenado pelo professor Paolo Zanotto, já realizaram 60 autópsias de um total de 90 óbitos confirmados devido à infecção. As autópsias realizadas pelo Serviço de Verificação de Óbitos da Capital (SVOC) vêm sendo realizadas com auxílio diagnóstico de imagens. O parque de equipamentos de ressonância magnética, tomografia computadorizada, ultrassom e raios X foi montado com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Mais detalhes sobre o tema forma divulgados nesta terça-feira (6/03) em notícia publicada pela Agência Fapesp.

A paciente imunizada em São Paulo apresentou sintomas um dia pós a vacinação e veio a óbito 10 dias depois, com suspeita de reação adversa ao vírus atenuado da vacina. Porém, são necessários 10 dias para que o organismo monte uma resposte imune de combate ao vírus e, sendo assim, a vacina não teve tempo de agir e proteger contra a infecção.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo prorrogou até 16 de março a campanha de vacinação contra a febre amarela na capital paulista e em mais 53 municípios do interior. Na campanha de vacinação deste ano, iniciada em 25 de janeiro, foram aplicadas 4,65 milhões de doses, atingindo apenas 50,3% do público-alvo, ou 9,2 milhões de pessoas. Até a sexta-feira (2/03) haviam 286 casos autóctones confirmados no estado, sendo que 102 pessoas morreram, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde. Os municípios de Mairiporã e Atibaia respondem por quase 2/3 dos casos no estado.

Veja postos de vacinação e áreas recomendadas de vacinação no município de São Paulo neste link.