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Sérgio Timerman diz que as máscaras não podem ter válvulas para evitar a liberação de partículas e recomenda o uso de máscaras de pano com tripla proteção em cima da cirúrgica

Para prevenir a Covid-19 são necessários cuidados específicos. Neste momento de agravamento da pandemia, enquanto aguardamos a vacinação, é importante frisar a necessidade de algumas medidas para quem faz uso do transporte público. Sérgio Timerman, médico do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e coordenador do projeto Chancela InCor, um protocolo para retomada de atividades de empresa durante a pandemia, comenta o tópico, em entrevista ao Jornal da USP no Ar 1ª Edição.

Desde o início da pandemia, já se comentava sobre a importância do uso da máscara. “A N95 é a utilizada pelos profissionais de saúde, existem algumas pesquisas que dizem que ela seria a ideal, caso você não consiga fazer o distanciamento. Também a PFF2, muito parecida com a N95, é considerada como um EPI e pode ser utilizada. As máscaras cirúrgicas ajudam a filtrar e evitar os aerossóis, mas em transporte público recomendamos que se coloque a máscara de pano com tripla proteção em cima da cirúrgica. Outro ponto importante é que as máscaras não podem ter válvulas para evitar liberação de partículas. As máscaras de tricô também não são aconselhadas. Uma coisa muito importante é que a máscara faça uma perfeita vedação, que cubra bem o nariz e o rosto”, afirma Timerman.

O médico também lembra da importância de lavar as mãos e utilizar o álcool em gel quando não for possível. É importante também que se preste bastante atenção para não levar as mãos aos olhos e à boca, evitar atender e fazer ligações. Além disso, outro ponto crucial é manter todos os ambientes arejados para evitar que o ar fique parado e aumente a transmissão.

Confira a matéria em áudio em https://jornal.usp.br/atualidades/uso-de-mascaras-e-alcool-em-gel-devem-ser-redobrados-no-transporte-publico/.