Dr Daniel Ciampi de Andrade
Dr Joaci Araujo
Atendimentos ambulatoriais das diversas áreas, grupos edicacionais e de orientação aos doentes, procedimentos analgésicos ambulatoriais e cirúrgicos
Avaliar e acompanhar pacientes portadores de doenças da coluna vertebral e da medula espinal que necessitem tratamento cirúrgico.
No primeiro ano:
Publicação de trabalhos sobre:
Protocolo para realização de procedimentos minimamente invasivos para a coluna vertebral, entre eles infiltrações radiculares, facetarias, biópsias ósseas da coluna vertebral, vertebroplastia.
Nos primeiros cinco anos:
Realizar atendimento humanizado e holístico aos doentes com quadros neurológicos de urgência ou emergência, contribuindo em paralelo com o ensino aos alunos e residentes, estimulando a pesquisa clínica e experimental.
Atualmente, o Pronto Socorro do Hospital das Clínicas é responsável pelo atendimento de doentes da zona oeste da cidade de São Paulo. É o único centro de trauma nível I da região. O Pronto Socorro da Neurocirurgia é responsável pelo atendimento anual 5000 doentes, com uma média de internação de 2000 pacientes. Em 2011, foram submetidos a tratamento cirúrgico de emergência 704 pacientes sendo que destes, 50% foram doentes vítimas de traumatismo craniencefálico ou raquimedular. Na UTI do trauma (UTI designada para atendimento aos doentes com TCE), foram admitidos 333 doentes em 2011. A excelência do atendimento é demonstrável pela taxa de mortalidade para doentes com TCE grave (28%) que é comparável aos principais centros de neurotraumatologia mundiais. Nesta UTI, são utilizados equipamentos avançados como cateteres para mensuração da pressão intracraniana, da oximeria tissular e temperatura cerebral, Doppler transcraniano, Eletroencefalograma contínuo e potencial evocado.
Os doentes admitidos ambulatorialmente são acompanhados por uma equipe multidiscilinar composta por neurocirurgiões, neurologistas, neuropsicólogos, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e assistentes sociais. O objetivo primário é reinserir os doentes à sociedade. Mensalmente, são atendidos cerca de 140 pacientes.
Em todo esse processo, o ensino está presente. Os residentes de neurocirurgia participam ativamente das atividades relacionadas aos atendimentos desde a admissão hospitalar até o seguimento ambulatorial.
Dr. Fernando Campos Gomes Pinto
A circulação liquórica fisiológica é fundamental para o funcionamento adequado do sistema nervoso central, conferindo proteção mecânica, biológica e neuroquímica.
Doenças relacionadas com a produção, trânsito ventrículo-cisternal e reabsorção do líquido cefalorraquidiano ou retorno venoso encefálico podem acarretar distúrbios da circulação liquórica; muitas vezes causando síndrome de hipertensão intracraniana, déficts neurológicos incapacitantes e até mesmo morte.
Hidrocefalia, pseudotumor cerebr /al, cisto de aracnóide, higroma e siringomielia são doenças relacionadas com distúrbios da circulação liquórica. Tais doenças são objetos de estudo desta subespecialidade neurocirúrgica, a Hidrodinâmica Cerebral.
As questões relacionadas ao entendimento dos distúrbios da hidrodinâmica do líquido cefalorraquidiano e a melhor forma de tratamento requerem estudo integrado entre o ambiente experimental e a prática clínica.
O Grupo de Hidrodinâmica Cerebral (GHC) foi fundado em 2007 e constitui o primeiro Centro brasileiro Universitário especializado no estudo clínico-terapêutico de pacientes portadores de hidrocefalia e outros distúrbios da dinâmica liquórica.
O GHC é responsável pelo atendimento ambulatorial especializado em doenças da hidrodinâmica cerebr /al, para a população que tem acesso ao HC-FMUSP. É multidisciplinar e conta com a participação integrada de neurocirurgiões, neurologista, fisioterapeuta, neuropsicóloga, terapeuta-ocupacional, nutricionista, enfermeira e voluntária.
São atendidos cerca de 1000 pacientes por ano e 200 são operados através da NEUROENDOSCOPIA e/ou implante de próteses de DERIVAÇÃO LIQUÓRICA.
Cientificamente o Grupo de Hidrodinâmica Cerebral tem por objetivo:
Abaixo os projetos científicos que estão sendo realizados pelo GHC:
Disciplina de Pós-Graduação – Neurologia da FMUSP
Disciplina: MNE 5767-1 Avaliação crítica dos métodos diagnósticos e terapêuticos na hidrocefalia de pressão normal
Programa de Pós-Graduação em Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
Responsáveis: Fernando Campos Gomes Pinto e Almir Ferreira de Andrade
2 semanas
4 unidades de créditos
Ativação: 19 de abril de 2012
Pinto FCG. Hidrocefalia de pressão normal – do reconhecimento da doença ao tratamento multiprofissional – um guia ilustrado para profissionais, familiares e pacientes. Segmento Farma, 1ª Ed. São Paulo, 228p., 2012. ISBN: 978-85-7900-051-5
Síntese do programa para o médico residente de neurocirurgia
Foco: R2 E R4
Duração: 3 meses
Atividades: Ambulatório IPQ 2º feira à tarde, cirurgias 4º feira, interconsultas
Objetivos: Entendimento da hidrodinâmica cerebral, diagnósticos e tratamento dos distúrbios correlatos (hidrocefalia, pseudotumor, cistos de aracnoide, chiari e sirigomielia, fistula liquórica e higroma) aprendizado de técnica operatória e suas indicações (dve, dvp, dva, dlp, neuroendoscopia, laser).
Bibliografia:
Prof. Dr. Eberval G. Figueiredo
Substituto: Prof. Dr. Edson Bor-Seng-Shu
Lida com diagnóstico, tratamento, prevenção de reabilitação de doenças cérebr /o-vasculares de interesse cirúrgico , como aneurismas cerebr /ais, mal-formações artério-venosas, cavernomas e fístulas durais, entre outras.
A neurocirurgia vascular do HCFMUSP presta atendimento ambulatorial semanalmente às quintas feiras das 8n às 11hs, no sexto andar do Prédio dos ambulatórios, bloco quatro.
Neurocirurgiões: Dr. Valter A. S. Cescato e Dr. Gilberto Ochman
Endocrinologistas: Dra. Nina R.C. Musolino e Dr. Malebranche B. Cunha Neto
O grupo de neuroendocrinologia avalia e acompanha pacientes com diagnóstico de lesões da região hipotálamo-hipofisária ou com suspeita clínica, laboratorial ou de imagem de alteração da função da hipófise. As principais doenças que acometem esta região são os adenomas hipofisários, tumores benignos que se desenvolvem na hipófise.
A hipófise, pequena glândula posicionada próxima à base do crânio em região muito protegida do cérebro, é responsável pelo estímulo e controle de outras glândulas além de produzir hormônios com ação no corpo todo. Desse modo, alterações orgânicas, como tumores, ou funcionais desta glândula podem acarretar distúrbios hormonais e sintomas neurológicos como cefaléia e alterações visuais.
Doenças e mesmo tratamentos, como cirurgia e radioterapia, que tenham lugar na região do hipotálamo e da hipófise podem levar a distúrbios na regulação e função da hipófise, por isso é tão importante o acompanhamento de endocrinologista especializado na área da neuroendocrinologia em contato estreito com o neurocirurgião especializado no tratamento das lesões desta região.
A associação internacional de neurocirurgiões hipofisários considera um cirurgião especializado em cirurgia de hipófise quando já tenha realizado no mínimo 200 cirurgias transesfenoidais, que é a via de acesso mais utilizada para esta região, e que efetue pelo menos 30 cirurgias anuais. Daí a importância da existência da unidade de serviço especializado em doenças hipotálamo-hipofisárias, onde são efetuadas atualmente mais de 100 cirurgias transesfenoidais anuais, dentro da neurocirurgia funcional.
Nosso atendimento é especializado e, portanto, recebemos encaminhamento de outros serviços quando já feito o diagnostico ou suspeita diagnóstica. A triagem dos pacientes é feita no mesmo dia do atendimento ambulatorial, que ocorre às quarta-feiras no período da manha. Pacientes encaminhados de outros serviços deverão se apresentar das 7 às 9 hs trazendo o encaminhamento do serviço de origem assinado e carimbado pelo profissional responsável, além de todos os exames já realizados, laboratoriais e de imagem, para a triagem.