Ingra Morales Claro, Evelyn Lepka de Lima,
Camila Malta Romano, Darlan da Silva Candido, José Angelo Lauletta Lindoso,
Luiz Alberto Costa Barra, Luciana Marques Sansão Borges, Lucas Alberto
Medeiros, Marcia Y. S. Tomishige, Mariana Severo Ramundo, Tomas Moutinho, Lucy
Santos Villas-Boas, Camila A. M. da Silva, Thaís M. Coletti, Aine O’Toole, Nick
Loman, Andrew Rambaut, Nuno R. Faria, Claudia Figueiredo-Mello, Ester C. Sabino.
Monkeypox virus (MPXV) é um vírus de DNA de fita dupla com um genoma de 197 kb. MPXV é um membro do gênero Orthopoxvirus (OPV) da família Poxviridae, que também inclui o vírus da varíola que causa a varíola (ICTV 95h Report, 2011). Monkeypox foi identificado pela primeira vez em humanos em 1970 na República Democrática do Congo. Desde então, vários surtos de varíola foram relatados no continente africano (Bunge et al. 2022), onde 1.408 casos suspeitos e 66 mortes foram relatados desde o início de 2022 (Organização Mundial da Saúde 2022). O MPXV é atualmente classificado por análise filogenética em duas linhagens, o clado da África Ocidental e Central, embora as discussões estejam em andamento para renomear os dois clados.
Aqui relatamos um genoma quase completo do primeiro caso confirmado de varíola dos macacos detectado no Brasil. Um swab de pele das lesões (vesícula e crosta) foi coletado no dia 7 de junho de 2022 no Instituto de Doenças Infecciosas Emilio Ribas, de um paciente do sexo masculino, com 41 anos de idade, e com histórico recente de viagem a Portugal e Espanha.
Leia mais em: https://virological.org/t/first-monkeypox-virus-genome-sequence-from-brazil/850
Veja o artigo na Scielo Perspectivas - Press Releases: https://pressreleases.scielo.org/blog/2022/06/29/sequenciamento-do-primeiro-caso-de-virus-da-variola-dos-macacos-no-brasil/#new_tab
Figura. Filogenia de máxima probabilidade com 103 sequências genômicas inteiras, incluindo 102 disponíveis no NCBI GenBank até 9 de junho de 2022 (consulte a Tabela S1 12 para números de acesso usados neste estudo).
Sequenciamento do genoma do vírus da varíola do macaco ajuda a compreender suas mutações
De acordo com Camila Malta Romano, o sequenciamento genético é pertinente para saber as origens e as formas de transmissão do vírus, entre outros aspectos
Pesquisadores do Centro Conjunto Brasil-Reino Unido para Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus (CADDE) concluíram em 18 horas o sequenciamento quase completo do genoma do vírus isolado do primeiro paciente com varíola dos macacos no Brasil. Camila Malta Romano, pesquisadora do Laboratório de Investigação Médica do Hospital das Clínicas (HC) da USP e do Instituto de Medicina Tropical (IMT), fala, em entrevista ao Jornal da USP no Ar 1ª Edição, sobre o sequenciamento genético ser importante para entender de onde surgiu o vírus, suas mutações, meios de transmissão e se ele está bem adaptado às vacinas.
Entenda a alta de casos de dengue e tire dúvidas sobre sintomas,
tratamentos, transmissão e, o mais importante, como se prevenir.
Por Fabiana Schiavon
6 jun 2022.
Não é apenas a nova onda de casos de Covid-19 que preocupa os infectologistas. Até a última semana de maio deste ano, foram registrados 9 318 casos de dengue. Já são 382 mortes, um aumento de 139% em comparação com o mesmo período no ano passado. O último pior surto foi em 2019, com 840 óbitos no ano inteiro.
“No geral, a letalidade entre as pessoas que contraem a dengue é baixa, cerca de 0,04%. É preciso fazer uma análise regional para entender por que houve mais óbitos em determinado local”, explica Expedito José de Albuquerque Luna, pesquisador do Laboratório de Epidemiologia do Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da USP.
Leia mais em: https://saude.abril.com.br/medicina/dengue-qual-a-situacao-atual-e-o-que-voce-precisa-saber-sobre-a-doenca/
Jorge Simão do Rosário Casseb é membro do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Retrovírus da USP, que promove estudos na área de virologia - 01/06/2022.
O Prof. Jorge Simão do Rosário Casseb, Associado do Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), foi agraciado, como melhor clínico na área de HTLV (vírus linfotrópico de células T humanas), pelo “IRVA Awards 2022”, entregue pela Associação Internacional de Retrovirologia.
O cerimonial de premiação aconteceu no dia 09 de maio desse ano, em formato on line, durante a 20ª edição do “International Conference On Human Retrovirology: HTLV and Related Viruses 2022”, que ocorreu de 08 a 11 de maio de 2022, com transmissão remota direto de Melbourne, na Austrália. O congresso teve como objetivo enfatizar a necessidade de aumentar a produção de pesquisa em saúde pública e ciências sociais do HTLV-1 e dar uma resposta direta à recente consulta global da Organização Mundial de Saúde, que pediu iniciativas para reduzir a carga do HTLV-1.
O Prof. Jorge Casseb destacou que o vírus linfotrópico de células T humanas tipo (HTLV-1) “acomete cerca de 5-10 milhões de pessoas no mundo, sendo quase um milhão no Brasil”. O Professor ainda complementou: “durante os últimos 22 anos estudamos e cuidamos, em conjunto com o Instituto de Infectologia Emílio Ribas e o Hospital das Clínicas (HC) da FMUSP, de cerca de 2 mil pacientes portadores desse vírus e que continuam sendo assistidos com acompanhamento clínico”.
Durante a entrega do prêmio, o Prof. Casseb agradeceu aos pacientes voluntários que colaboram com os estudos sobre HTLV, aos estudantes de pós-graduação que contribuem com as pesquisas, aos pesquisadores, professores e demais envolvidos do grupo de pesquisa ao qual ele faz parte. Em especial, ao Prof. Augusto C. Penalva de Oliveira, do Instituto Emílio Ribas, a Dra. Youko Nakui, Dr. José Vidal e Dr. Helio Gomes do HCFMUSP.
Breve currículo
O Prof. Jorge Simão do Rosário Casseb possui graduação em Medicina pela Universidade do Estado do Pará (1989), mestrado em Alergia e Imunopatologia pela Universidade de São Paulo (1995), doutorado em Patologia pela Universidade de São Paulo (1999) e Professor Livre Docente pela UNIFESP (2010) e USP (2014). Atualmente, é professor do Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Tem experiência na área de Imunologia, com ênfase em Imunologia Aplicada, atuando principalmente nos seguintes temas: HIV-1, HTLV, imunologia e mielopatia associada ao HTLV-1.
Saiba mais: https://sites.usp.br/retrovirus/objetivos/e
Nessa exposição são apresentadas algumas das obras do artista Thales de Brito, pois seria impossível reunir o conjunto de sua obra, pois muitas estão espalhadas nas instituições onde exerceu suas atividades acadêmicas ou estão com amigos que ele colecionou durante toda sua vida.
Thales de Brito iniciou suas atividades artísticas com o Professor Franco Megna, italiano de Roma, na década de sessenta. O Professor Franco Megna orientou de maneira mais profissional o aluno, que por conta própria anteriormente, já se dedicava ao desenho fazendo inclusive histórias em quadrinhos. Trabalhou com o Professor Megna cerca de quatro anos.
Em setenta e oitenta passou a trabalhar com o Professor Angel Martinez, espanhol da Mancha, que o iniciou de maneira mais profissional no desenho. Durante mais de ano dedicou-se a desenho a lápis usando modelos de gesso correspondentes a estátuas gregas, trabalhando em proporções, perspectiva e luz. Passou nos seguintes anos ao carvão, pastel, aquarela e acrílico. Todo final de ano os alunos faziam exposições na escola com os trabalhos realizados. O Prof. Martinez fechou a escola para se dedicar exclusivamente ao ensino de desenho para alunos de ginásio e colegial.
A partir de 2003 trabalhou com o Professor Antônio da Costa Junior, artista de renome internacional, em estúdio na Vila Madalena, com outros alunos. Nesta fase dedicou-se mais a pintura a óleo, técnica que não dominava anteriormente. Os temas preferenciais do professor Costa são orientais (árabes, deserto, mesquitas, mercados, etc) muito embora ele domine com segurança outras técnicas e auxilie seus alunos em outros temas que lhe são mais interessantes (paisagens, retratos, etc). Da mesma maneira que os professores anteriores, a tendência é mais para a pintura clássica (acadêmica), muito embora, pessoalmente o aluno tenha uma tendência mais de abertura, inclusive com preferências pelo impressionismo. Estas tendências foram respeitada pelo diversos professores que se preocuparam fundamentalmente em dar boa base ao aluno.
Texto baseado no currículo breve apresentado pelo Prof. Thales de Brito, por ocasião do 2º salão de Artes Central Plaza Shopping, realizado no Atrium Cultural com o apoio da Academia Brasileira de Arte Cultura e História e Governo do Estado de São Paulo – Secretaria da Cultura. O artista Thales de Brito concorreu com o quadro: Caminho na Montanha, recendo “Menção Honrosa”.
Título da Palestra: "Using genomics to understand Leishmania and leishmaniasis"
Prof. Daniel Jeffares,
Department of Biology, University of York.
Coordenadora: Profa. Hiro Goto.
Data e horário: 06/06/2022 – 14:00 às 15:00.
Zoom meeting
Meeting Passcode: dmQ2UnV1aUczNjY3VXJNVDgyV0Vodz
Meeting ID: 85757268270
Informações: Profa. Hiro Goto - hgoto@usp.br - fone:3061-7023.
PIT TROP – MAIO DE 2022
DATA: 27 de maio de 2022
Realização: Coordenação de Pós-Graduação em Medicina Tropical - CCP-IMT e Comissão de Ensino, Pesquisa e Extensão - CEPE-IMT.
AULA VIRTUAL - Disciplina: “Tópicos avançados em doenças infecciosas relevantes para a saúde internacional “ – IMT 5117.
Informações: cposgimt@usp.br
Instituto de Medicina Tropical da FMUSP - https://www.fm.usp.br/imt/portal/
Programa
10h - “Vulnerabilidade e Saúde Única”
Palestrante: Prof Dr Alexander Welker Biondo
Médico veterinário, Prof. Titular da Universidade Federal do Paraná.
11h - "Dynamics of Borrelia sp. from the relapsing fever group in Ornithodoros sp. from Brazil"
Aluno: Felipe Rodrigues Jorge
Orientador: Dr. Marcelo Bahia Labruna
Doutorando do programa de pós-graduação em Epidemiologia Experimental da FMVZ USP.
11h15 – “Avaliação da eficácia de esquema duplo em pessoas com HIV/aids e alterações cognitivas”
Aluno: Luisa de Oliveira Pereira
Orientador: Prof. Associado Jorge Casseb
Laboratório de Investigação Médica em Dermatologia e Imunodeficiências – LIM 56 – FMUSP.
Understanding Sabiá virus infections (Brazilian mammarenavirus) – Uma pesquisa realizada em coparticipação: IMT e Hospital das Clínicas da FMUSP.
Artigo publicado na revista: “Travel Medicine and Infectious Disease”, sobre infecções naturais pelo vírus Sabiá humano (SABV).
Aproximadamente 20 anos após a última infecção brasileira por mammarenavírus (BM) (um arenavírus conhecido como vírus Sabiá, SABV), foram detectados dois novos casos de Mammarenavírus em 2019. Os arenavírus são divididos em dois sorocomplexos: Novo Mundo (NW) e arenavírus do Velho Mundo (OW), divididos em quatro gêneros na família Arenaviridae. O gênero Mammarenavirus, cujos hospedeiros são mamíferos, apresenta nove espécies terceiras, incluindo o mammarenavirus brasileiro.
Veja o artigo completo em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1477893922000977?via%3Dihub
Posse da Profa. Dra. Ester Cerdeira Sabino, como novo membro da Academia Brasileira de Ciências - ABC. O evento aconteceu no Museu do Amanhã, na cidade do Rio de Janeiro, em 04 de maio de 2022.
Médica (1984), Doutora em Imunologia e Livre Docência em Clinica Medica pela Universidade de São Paulo.
Professora Associada do Departamento de Moléstias Infecciosas da FMUSP e bolsista de Produtividade 1B do CNPQ. Suas pesquisas são focadas em epidemias (HIV, arbovírus e SARS CoV-2 e segurança de transfusão sanguínea). Trabalha também com biomarcadores com foco em doença de Chagas, anemia falciforme e arboviroses.
Em 2021 recebeu Medalha Armando de Salles Oliveira concedida pela Universidade de Sao Paulo e recebeu o Prêmio Ester Sabino concedido pela Secretaria de Desenvolvimento e Academia de Ciências do Estado de São Paulo.